O Símbolo Perdido

17.08.2009

Desvendando segredos do Símbolo

O jornal escocês The Scotsman publicou em sua versão on-line uma entrevista com Robert Cooper, especialista em assuntos de maçonaria, revelando detalhes a respeito do enredo de O símbolo perdido. De acordo com o jornal, o novo livro de Dan Brown deve causar um grande alvoroço nos Estados Unidos, com suas alegações de que George Washington foi, na verdade, um traidor que negociou secretamente com os britânicos durante a Guerra de Independência Americana – muito longe da imagem normalmente atribuída, de um dos “pais fundadores” do país. A traição de Washington, confessada em seu leito de morte, teria sido acobertada por seus companheiros maçons, e estaria oculta em seu caixão – que se encontra em Mount Vernon, na capital dos Estados Unidos.

Segundo Cooper, “os romances de Brown são famosos por apresentar alegações sensacionais, ‘fatos’ que sugerem que ‘verdades’ em que muitas gerações acreditaram na realidade são falsas. Ele mistura fatos reais e teorias controversas, e junta com uma corrida de mocinhos e bandidos contra o relógio, para decifrar as pistas. No final das contas, é apenas uma obra de ficção seguindo uma fórmula.”

Seja como for, nos Estados Unidos os maçons já estão se organizando e reunindo voluntários especialistas para realizar uma análise detalhada assim que o livro chegar às livrarias. Cooper afirma que seu livro Cracking the Freemason’s Code – The Truth about Solomon’s Key (Decifrando o código do maçom: a verdade sobre a chave de Salomão) foi o motivo pelo qual Dan Brown trocou o título de seu novo livro, de A chave de Salomão para O símbolo perdido.

George Washington tornou-se maçom aos 20 anos, em 1752. Outros “pais fundadores” dos Estados Unidos, como Benjamin Franklin e James Madison, também eram maçons. Ainda segundo Robert Cooper, foi a versão escocesa da maçonaria que primeiro chegou aos Estados Unidos, em 1648. No século XVIII, após a independência americana, os maçons estariam também intimamente ligados à construção de edifícios importantes, como o Capitólio e a Casa Branca.

Segundo a fonte de Robert Cooper, no romance de Brown, George Washington teria tido uma crise de consciência em seu leito de morte, que o levou a escrever uma confissão detalhada, a ser publicada após sua morte. Um outro maçom, o dr. James Craik, seu amigo e médico particular, esteve com Washington em seus momentos finais, e estaria implicado na história. Num enredo tipicamente “danbrowniano”, tudo isso vem à tona quando um pesquisador, alocado em Mount Vernon, descobre referências disfarçadas sobre a confissão e os acontecimentos que a cercaram – e desconfia que algo muito secreto e importante esteja enterrado no caixão de Washington, oculto por códigos e referências maçônicos. Neste ponto, o pesquisador entra em contato com o simbologista Robert Langdon, mas é assassinado antes de poder explicar o que descobriu. Langdon, a CIA e o FBI começam uma corrida para encontrar a confissão, que os serviços secretos querem destruir para garantir a integridade do “pai fundador” do país e da história da criação da maior democracia do mundo.

O símbolo perdido descortina símbolos maçônicos misteriosos gravados nas ruas e nos edifícios históricos da capital americana.
Dan Brown colocou seu herói, Robert Langdon, no coração de Washington, o que pode revelar detalhes interessantes para historiadores aficionados. “Pela primeira vez, Langdon se encontra envolvido num mistério em solo americano. O novo romance explora a história oculta da capital da nação”, escreveu Brown em seu site oficial.

George Washington exigiu que a cidade fosse disposta em um quadrado simbólico – e para aqueles com tendências esotéricas, aparentemente o formato de um esquadro e um compasso pode ser formado ao traçar uma linha no mapa entre dois dos principais marcos da cidade, o Capitólio e o Lincoln Memorial, seguindo ao longo da Casa Branca e do Jefferson Memorial.
O conjunto esquadro-e-compasso é um dos símbolos mais conhecidos da maçonaria – representa a perfeição de algo anteriormente imperfeito.

Dentro do Capitólio, onde se localiza o centro do quadrado, encontra-se a pedra fundamental depositada por George Washington. Num ritual maçônico de 1793, uma representação visual da cerimônia o mostra usando trajes maçônicos.

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