Palavras essenciais - Sextante
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ESPIRITUALIDADE

Palavras essenciais

Palavras essenciais

PEMA CHÖDRÖN

ENSINAMENTOS PARA DESENVOLVER PACIÊNCIA, BONDADE E ALEGRIA.

Conhecida no mundo inteiro por sua interpretação pé no chão do budismo tibetano, Pema se destaca no ensinamento das práticas de meditação, cura e insights para estudantes ocidentais.

                                                    

“Esta coletânea reúne alguns dos ensinamentos mais memoráveis e poderosos de Pema Chödrön, que tem o impressionante dom de expressar os conceitos budistas em termos simples, que ressoam na vida e na experiência de todos nós.

Sua escrita vai além de fronteiras religiosas, alcançando leitores de muitas fés e origens. Sua imensa popularidade parece ligada ao fato de ela não se apresentar como um ser iluminado, mas como uma pessoa comum que fala abertamente sobre suas lutas e limitações.

Como qualquer um de nós, ela também sente raiva, ciúme, tristeza – e justamente por isso é capaz de nos oferecer orientações tão significativas.”

EDEN STEINBERG

ENSINAMENTOS PARA DESENVOLVER PACIÊNCIA, BONDADE E ALEGRIA.

Conhecida no mundo inteiro por sua interpretação pé no chão do budismo tibetano, Pema se destaca no ensinamento das práticas de meditação, cura e insights para estudantes ocidentais.

                                                    

“Esta coletânea reúne alguns dos ensinamentos mais memoráveis e poderosos de Pema Chödrön, que tem o impressionante dom de expressar os conceitos budistas em termos simples, que ressoam na vida e na experiência de todos nós.

Sua escrita vai além de fronteiras religiosas, alcançando leitores de muitas fés e origens. Sua imensa popularidade parece ligada ao fato de ela não se apresentar como um ser iluminado, mas como uma pessoa comum que fala abertamente sobre suas lutas e limitações.

Como qualquer um de nós, ela também sente raiva, ciúme, tristeza – e justamente por isso é capaz de nos oferecer orientações tão significativas.”

EDEN STEINBERG

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Ficha técnica
Lançamento 11/11/2019
Título original The Pocket Pema Chödrön
Tradução Angela Machado, Helenice Gouvêa, José Carlos G. Ribeiro e Lúcia Britto
Formato 12 x 18 cm
Número de páginas 176
Peso 390 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-431-0879-7
EAN 9788543108797
Preço R$ 29,90
Ficha técnica e-book
eISBN 978-85-431-0880-3
Preço R$ 19,99
Lançamento 11/11/2019
Título original The Pocket Pema Chödrön
Tradução Angela Machado, Helenice Gouvêa, José Carlos G. Ribeiro e Lúcia Britto
Formato 12 x 18 cm
Número de páginas 176
Peso 390 g
Acabamento brochura
ISBN 978-85-431-0879-7
EAN 9788543108797
Preço R$ 29,90

E-book

eISBN 978-85-431-0880-3
Preço R$ 19,99

Leia um trecho do livro

1   O coração nobre

Bodhichitta é uma palavra sânscrita que significa “coração nobre ou desperto”. Diz-se que está presente em todos os seres. Assim como a manteiga é parte do leite, e o óleo, da semente de gergelim, essa ternura é inerente a mim e a você.

Diz-se que, em tempos difíceis, somente o bodhichitta pode curar. Quando não encontramos inspiração, quando nos sentimos prestes a desistir, esse é o momento em que a cura pode ser encontrada na ternura da própria dor. Esse é o momento de tocar o autêntico coração do bodhichitta. No meio da solidão, do medo, do sentir-se incompreendido e rejeitado, encontra-se a pulsação de todas as coisas, o autêntico coração da tristeza.

Uma pedra preciosa fica enterrada durante um milhão de anos e não perde a cor nem é danificada. Do mesmo modo, por mais que possamos espernear, nada afetará esse coração nobre. Essa joia pode ser trazida para a luz a qualquer tempo e resplandecerá com todo o seu brilho, como se nada tivesse acontecido. Não importa quão comprometidos estejamos com a rudeza, o egoísmo ou a ganância, o autêntico coração do bodhichitta não pode ser perdido. Está bem aqui, em tudo que tem vida, intacto e completamente íntegro.

 

2   Já temos tudo

Já temos tudo de que precisamos. Não há necessidade de autoaprimoramento. O opressivo medo de ser mau e o desejo de ser bom, a identidade a que tão amorosamente nos apegamos, a raiva, a inveja e os vícios de todo tipo nunca atingem nossa riqueza fundamental. São como nuvens que temporariamente encobrem o sol. Mas, o tempo todo, nosso calor e brilho estão bem aqui. Isso é o que somos de verdade. Estamos a um piscar de olhos do completo despertar.

Não costumamos olhar para nós mesmos dessa forma. Desse ponto de vista, não precisamos mudar: podemos ser tão deploráveis quanto quisermos e, ainda assim, somos bons candidatos à iluminação. Podemos nos sentir um caso irremediavelmente perdido, mas esse sentimento é nossa riqueza e não algo que deva ser jogado fora ou que precise ser melhorado.

 

3   O caminho do guerreiro-bodhisattva

Onde quer que estejamos, podemos nos treinar como guerreiros. As práticas de meditação, bondade amorosa, compaixão, alegria e equanimidade são as nossas ferramentas. Por meio dessas práticas podemos expor o ponto sensível do bodhichitta. Vamos encontrar essa suavidade na tristeza e na gratidão. Vamos encontrá-la por trás da dureza da raiva e no tremor do medo. Ela está disponível tanto na solidão quanto na ternura.

Muitos de nós preferem práticas que não lhes causem desconforto e, no entanto, ao mesmo tempo, desejam ser curados. Mas o treinamento do bodhichitta não funciona dessa maneira. Um guerreiro aceita que nunca podemos saber o que irá acontecer conosco em seguida. Podemos tentar controlar o incontrolável, buscando encontrar segurança e previsibilidade, sempre na esperança de ficarmos confortáveis e seguros. Mas, na verdade, nunca podemos evitar a incerteza. Esse não saber é parte da aventura e é, também, o que nos faz ter medo.

O treinamento do bodhichitta não oferece a promessa de finais felizes. Em vez disso, esse “eu” que deseja encontrar segurança – que quer algo a que se agarrar – pode, finalmente, aprender a crescer. A questão central do treinamento do guerreiro não é de como evitamos a incerteza e o medo, mas de como nos relacionamos com o desconforto. Como é que praticamos com a dificuldade, com as nossas emoções, com os embates imprevisíveis de um dia normal?

 

4   Comece onde você está

Comece onde você está. Isso é muito importante. A prática da meditação não se refere a mais tarde, ao momento em que vamos compreender tudo e nos tornar alguém que realmente mereça respeito. Você pode ser a pessoa mais violenta do mundo – esse é um bom ponto para se começar. Esse é um ponto de partida muito rico, cheio de sabores e cheiros. Você pode ser a pessoa mais deprimida, a mais viciada, a mais invejosa. Pode achar que ninguém no planeta se odeia tanto. Todos esses são bons pontos de partida. Exatamente onde você está – é daí que deve começar.

 

5 A vida é uma boa professora

A vida é uma boa professora e amiga. Se pudéssemos perceber, veríamos que tudo está sempre em transição. No fim, nada é como sonhamos. Esse estado descentralizado e indefinido representa a situação ideal. Nesse ponto, não estamos presos a nada e podemos abrir o coração e a mente além de qualquer limite. Essa é uma situação sem agressividade, muito frágil e aberta.

1   O coração nobre

Bodhichitta é uma palavra sânscrita que significa “coração nobre ou desperto”. Diz-se que está presente em todos os seres. Assim como a manteiga é parte do leite, e o óleo, da semente de gergelim, essa ternura é inerente a mim e a você.

Diz-se que, em tempos difíceis, somente o bodhichitta pode curar. Quando não encontramos inspiração, quando nos sentimos prestes a desistir, esse é o momento em que a cura pode ser encontrada na ternura da própria dor. Esse é o momento de tocar o autêntico coração do bodhichitta. No meio da solidão, do medo, do sentir-se incompreendido e rejeitado, encontra-se a pulsação de todas as coisas, o autêntico coração da tristeza.

Uma pedra preciosa fica enterrada durante um milhão de anos e não perde a cor nem é danificada. Do mesmo modo, por mais que possamos espernear, nada afetará esse coração nobre. Essa joia pode ser trazida para a luz a qualquer tempo e resplandecerá com todo o seu brilho, como se nada tivesse acontecido. Não importa quão comprometidos estejamos com a rudeza, o egoísmo ou a ganância, o autêntico coração do bodhichitta não pode ser perdido. Está bem aqui, em tudo que tem vida, intacto e completamente íntegro.

 

2   Já temos tudo

Já temos tudo de que precisamos. Não há necessidade de autoaprimoramento. O opressivo medo de ser mau e o desejo de ser bom, a identidade a que tão amorosamente nos apegamos, a raiva, a inveja e os vícios de todo tipo nunca atingem nossa riqueza fundamental. São como nuvens que temporariamente encobrem o sol. Mas, o tempo todo, nosso calor e brilho estão bem aqui. Isso é o que somos de verdade. Estamos a um piscar de olhos do completo despertar.

Não costumamos olhar para nós mesmos dessa forma. Desse ponto de vista, não precisamos mudar: podemos ser tão deploráveis quanto quisermos e, ainda assim, somos bons candidatos à iluminação. Podemos nos sentir um caso irremediavelmente perdido, mas esse sentimento é nossa riqueza e não algo que deva ser jogado fora ou que precise ser melhorado.

 

3   O caminho do guerreiro-bodhisattva

Onde quer que estejamos, podemos nos treinar como guerreiros. As práticas de meditação, bondade amorosa, compaixão, alegria e equanimidade são as nossas ferramentas. Por meio dessas práticas podemos expor o ponto sensível do bodhichitta. Vamos encontrar essa suavidade na tristeza e na gratidão. Vamos encontrá-la por trás da dureza da raiva e no tremor do medo. Ela está disponível tanto na solidão quanto na ternura.

Muitos de nós preferem práticas que não lhes causem desconforto e, no entanto, ao mesmo tempo, desejam ser curados. Mas o treinamento do bodhichitta não funciona dessa maneira. Um guerreiro aceita que nunca podemos saber o que irá acontecer conosco em seguida. Podemos tentar controlar o incontrolável, buscando encontrar segurança e previsibilidade, sempre na esperança de ficarmos confortáveis e seguros. Mas, na verdade, nunca podemos evitar a incerteza. Esse não saber é parte da aventura e é, também, o que nos faz ter medo.

O treinamento do bodhichitta não oferece a promessa de finais felizes. Em vez disso, esse “eu” que deseja encontrar segurança – que quer algo a que se agarrar – pode, finalmente, aprender a crescer. A questão central do treinamento do guerreiro não é de como evitamos a incerteza e o medo, mas de como nos relacionamos com o desconforto. Como é que praticamos com a dificuldade, com as nossas emoções, com os embates imprevisíveis de um dia normal?

 

4   Comece onde você está

Comece onde você está. Isso é muito importante. A prática da meditação não se refere a mais tarde, ao momento em que vamos compreender tudo e nos tornar alguém que realmente mereça respeito. Você pode ser a pessoa mais violenta do mundo – esse é um bom ponto para se começar. Esse é um ponto de partida muito rico, cheio de sabores e cheiros. Você pode ser a pessoa mais deprimida, a mais viciada, a mais invejosa. Pode achar que ninguém no planeta se odeia tanto. Todos esses são bons pontos de partida. Exatamente onde você está – é daí que deve começar.

 

5 A vida é uma boa professora

A vida é uma boa professora e amiga. Se pudéssemos perceber, veríamos que tudo está sempre em transição. No fim, nada é como sonhamos. Esse estado descentralizado e indefinido representa a situação ideal. Nesse ponto, não estamos presos a nada e podemos abrir o coração e a mente além de qualquer limite. Essa é uma situação sem agressividade, muito frágil e aberta.

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Pema Chödrön

Sobre o autor

Pema Chödrön

Pema Chödrön é uma monja budista americana. Uma das mais brilhantes discípulas do famoso mestre de meditação Chögyam Trungpa, é professora residente no mosteiro de Gampo Abbey, no Canadá. Conhecida no mundo inteiro por sua interpretação pé no chão do budismo tibetano, Pema se destaca no ensinamento das práticas de meditação, cura e insights para estudantes ocidentais. É autora de Quando tudo se desfaz, A beleza da vida, O salto e Sem tempo a perder (Editora Gryphus), além de outras obras.

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